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segunda-feira, 25 de março de 2013

Prazer, eu sou o AMOR.



A minha experiência com a felicidade ainda é um pouco recente, mas alguns pontos são bem interessantes pra mim. Por um tempo fui um hedonista "a la" Dorian Gray, mas o vazio só aumentou, o preço pago foi muito alto. Percebi a duras penas, que Gray tinha razão ao dizer que prazer e felicidade eram coisas bem diferente. 


Acho que um dos fatos mais frustrantes no hedonismo é a ausência do amor. Pessoas e coisas são apenas meios de se conseguir um pouco de satisfação, que diga-se de passagem, é solitária. O hedonismo é uma busca solitária. 

Não há contentamento, é um ciclo vicioso no qual o prazer passa de servo a senhor e um senhor completamente tirano. Com o tempo a vida se reduz a lapsos, brilhos piscantes como as luzes de uma balada. O momento se torna tudo e por um momento toda a existência tem significado. Mas o nascer do sol grita a realidade novamente. O dia seguinte é o pior dia de todos!

E alma suplica por sentido, o corpo quer sensações... cada vez mais! Não pode haver repetições, é preciso encontrar novas formas de ser "feliz"! De repente nada basta!
Ao olhar pro espelho percebe que perdeu a humanidade e agora é só um ser, um ser qualquer. Viciado, corrompido, incapaz de amar e ser amado. Doente, praticamente morto.

Aí meus amigos, a história começa. O Sol volta a nascer... o Sol! Essa Luz me fez enxergar que não existe poço fundo o bastante no qual a Esperança seja impossibilitada de chegar. 

E algo que me intriga muito nisso tudo, é o Amor. O Amor tem papel fundamental nesse meu processo de libertação do hedonismo. Amar e ser amado tem me humanizado novamente. 
É engraçado o significado imenso e profundo que o velho jargão adquiriu na minha vida: "O Amor cura"!
Tenho descoberto que um dos grandes prazeres da vida consiste no Amor, é ter com quem compartilhar, é "viver com".

Busquei o prazer, encontrei ausência; estou descobrindo o Amor e tenho encontrado felicidade.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Hedonismo: sofrimento, masturbação e vazio.



Febril, sua mente vaga entre delírios e desejos. Ora pensando coisas desconexas e diálogos absurdos; ora tomada por desesperada vontade de se abster, nem que por uma fração de segundos, da enfermidade que lhe abate.
O suor frio contrasta com o seu corpo todo que arde, e a incessante dor de cabeça não apenas lhe martela o físico, mas também suas ideias, impedindo as costumeiras e revigorantes viagens imaginárias.

Desavisado, não se deu conta de que a pior coisa que o sofrimento nos pode roubar é o senso de gratidão.
Ávido por soluções imediatas, coisa típica dos escravos desta era, apressou-se em se automedicar exageradamente. Tudo por um alívio, mesmo que este fosse mortal.
Os excessos. Ah, os excessos... Viciado em excessos. Viciado no vício.
A vida era uma moeda em constante tensão entre seus dois lados. Prazer e dor, vício e virtude, amor e indiferença, saúde e doença, alegria e tristeza, vida e morte.
Sua doença não é de agora, sua doença é a velha e insana tentativa de criar uma moeda de apenas um lado.

Enterrado em seu leito, recorre a fonte de satisfação mais acessível no momento. Apesar de sua condição debilitada, força-se a pensar cenas pornográficas. O esforço para se concentrar faz aumentar ainda mais a dor, causando-lhe até náuseas. Consciente do deus que serve, sabe que deve obter prazer a qualquer custo.

Sim! As coisas começam a dar certo! A medida que mergulha em pensamentos impuros, a realidade se esvai e aquela sensação de anestesia que tanto ama, lhe toma todo o corpo.
Tudo esta ali a seu alcance, dentro de sua própria imaginação. Ele é senhor daquele universo! Um mundo de luxurias e promiscuidades, ou simplesmente... prazer. A qualquer momento, a qualquer hora, mas de preferencia agora.

 Numa enxurrada de cenas desprovidas de sentimentos, alcança o ápice! É completamente dominado pela maravilhosa sensação proporcionada pelo orgasmo. Ofegante e relaxado, tenta aproveitar ao máximo cada instante daquela experiência insignificante. Todavia a vida insiste em ser real.
Agora o sofrimento físico encontra eco no sofrimento moral.

Epifania! Percebe que o hedonismo nada mais é do que uma grande masturbação. Um estímulo artificial e solitário em busca de sensações prazerosas. Solução momentânea e rápida com consequências profundas e duradouras.

A realidade da dor faz sucumbir todos os paraísos artificiais.

Olhou para trás e se deu conta do tempo perdido. Chorou. Era tão dependente de estímulos que se tornará insensível. O pôr-do-sol, o cheiro da chuva de verão, as cores do dia, sons da natureza, o amor... Sua busca por prazer tornou o prazer sem sentido.

Ouviu o som do velho relógio na parede. Sorriu. Ainda há tempo.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Despero Existencial


E de repente você abre o olho e precisa viver. Porém não só viver, como também ter sucesso, alcançar determinados patamares, corresponder às expectativas, ser feliz, ser um ser humano exemplar.


Mas como? Como assim? Eu não decidi estar aqui, não tive escolha; quando me dei conta o cronometro estava valendo, e pra piorar, jogando contra mim.

Eu sei, estou sendo extremamente prepotente, ingrato e outras tantas coisas, ao falar o que acabei de dizer. Desconsidere, por favor... isso é só um desabafo. Gemidos de uma alma cansada de seu desespero existencial.


Hoje é um daqueles dias onde gostaria de jogar tudo para o alto. TUDO! Dar a mim mesmo a chance de desistir, jogar a toalha, deixar cair.


Quase cheguei la, quase deu certo, quase consegui, foi por pouco! Quase!

Sou o quase, e como já dizia uma música, o quase não é nada.


Vejo olhares de desprezo, reprovação e apatia. Dane-se, não me importo mais. Alias, com o que me importo?

As luzes piscam, a batida hipnotiza, minha mente embriagada se entrega à uma sensação de sentido. Parece que por um momento o mundo não tem dores, não há injustiças, ódio, doenças... não existe o vazio. É como se temporariamente eu tocasse o paraíso, ou talvez mais profundo do que isso, como se ele entrasse nas minhas veias, e a cada batida do coração inundasse todo meu corpo. É um paraíso artificial, concordo, mas não deixa de ser paraíso.


O fato de saber que estou errado, só piora as coisas. A culpa me esmaga e mais uma vez entro no ciclo da fuga.

Estou cansado... não quero mais querer essas coisas.


Ouvi eles falarem que existe Esperança, e acredito!

E se um dia eu não der conta definitivamente da realidade, saiba: nunca deixei de acreditar! Nem um segundo sequer. Existe Esperança!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Piadinhas


“Você merece ser feliz!”, “Largue as dores do passado e viva o presente.”, “Ser jovem é um estado de espírito”, e por aí vai...
Já ouviu isso? Ou já falou coisas assim?

Fico assustado com a quantidade de gente que realmente acredita nessa “sabedoria” enlatada disponível nos piores estabelecimentos existentes.

Não, você não merece ser feliz, simplesmente pelo fato de que felicidade não é uma medalha de honra ao mérito. Se assim fosse era só seguir a cartilha das 1001 técnicas para alcançar a felicidade e “plim”, se tornaria um ser humano feliz. Só que a vida é imprevisível, ou seja, você pode até merecer ser feliz por julgar-se uma boa pessoa, e no final das contas não ser. O universo não assinou um contrato de colaborar contigo de acordo com suas ações.
Definitivamente felicidade e mérito não estão intrinsecamente ligados.

“Largue as dores do passado e viva o presente.”
Ninguém que chegou no momento presente surgiu do nada. As pessoas trazem consigo histórias, vivência, lembranças. Ignorar isso é negar a própria existência. O que você é hoje reflete muito as escolhas do passado.
Sem contar que esse pensamento traz implícito a ideia de que tudo que passou é ruim e fez sofrer, porém tudo que virá é coberto da mais cristalina perfeição e satisfação. Um erro e uma ilusão.

“Ser jovem é um estado de espírito.”
Ser jovem é um estado de espírito? Essa é só mais uma das mentiras que o politicamente correto nos fez acreditar. Talvez esse seja o conforto daqueles que de fato não sabem lidar e aceitar a velhice. Precisam se sentir jovens, necessitam ouvir isso, mas no fundo sabem que estão caminhando lentamente (alguns nem tanto) rumo a morte.
Alias, abro aqui um parênteses: quem diz não temer a morte por convicções de fé, por coragem, por loucura, ou sei la o que, é um mentiroso de grandeza maior. A morte não é amiguinha do ser humano. Dentro da tradição cristã, é o último inimigo a ser batido. Fecha parênteses.
Penso que o mais coerente seria dizer que jovialidade é também um estado de espírito. Mas um velho, ou politicamente correto dizendo um idoso, será sempre um idoso, por mais descolado que seja.

Em suma, curta a vida! Agradeça a Deus pela dádiva do momento presente. E ainda quando tudo der errado e a vida estiver imersa na mais profunda angustia, haverá uma infinidade de motivos para ser grato.

Não, eu não sou otimista, apenas acredito na Esperança.

Se isso não lhe parecer plausível, tudo bem. Corra para a autoajuda! O legal da autoajuda é que possibilita boas risadas. O problema é que as vezes ouvimos algumas piadas e acreditamos nelas como verdade. Mas piadas serão sempre piadas...

sexta-feira, 16 de março de 2012

Angustia da finitude


Sinto-me sonolento, mas ao mesmo tempo agitado demais para dormir.
Meus olhos fecham, abrindo um universo de ideias e pensamentos fervilhantes que queimam minha mente.
Não desligo, não encontro aconchego, meu corpo dói.
Situações, ações, acertos, erros, culpas, desculpas... tudo isso me invade ao mesmo tempo.


Remoer a finitude é meu vício, inconformado ante a degradação lenta do meu próprio corpo. Por que quero ser pra sempre jovem?

Talvez porque envelhecer não valha a pena. Afinal, que prazer há em se olhar no espelho e perceber a beleza, virilidade, jovialidade indo embora a cada dia? O que há de bom em sentir seu corpo esvair-se até a mais completa falência? Ou pior, qual o sentido em viver em um corpo definhado, desgastado e maltratado pela impiedosa ação do tempo?


Apesar de tudo não sou pessimista ou niilista. Talvez um pouco trágico, mas um trágico que acredita na Esperança.


Tenho aprendido que quanto mais se tenta “agarrar” a vida e suas experiências de prazer, mais as perco entre os dedos e menos desfruto delas. Começo a entender que só se vive a vida quando a deixamos passar. Deixar passar é usufruir o momento sem tentar retê-lo, pois isso é frustrante e impossível.


A vida é pra ser vivida intensamente e algumas vezes loucamente, através da perspectiva da Esperança e da gratidão.


Essas são algumas pistas, apenas o inicio de uma longa trajetória.

domingo, 8 de janeiro de 2012

VIDA


A partir dos olhos infantis é compreendida com simplicidade, ternura e com boas doses de descompromisso. Todos são iguais independente dos bens, da cor, crença. É a utopia do mundo ideal tão sonhado pelos adultos.


Brigas e desavenças vem e vão na rapidez e talvez na intensidade de uma chuva de verão: num piscar de olhos amigos para sempre se tornam inimigos mortais e voltam a ser amigos para sempre.

Não existe muito espaço para ressentimentos e rancor. Para uma criança, poucas coisas tiram o brilho e o colorido da vida.


Porém crianças não entendem muita coisa sobre o mundo e a complexidade de viver, por isso muitos adultos tendem a optar pela ignorância afim de evitar a dor e o sofrimento. Isso adianta alguma coisa?


Como sabiamente disse
Isaac Asimov, se o conhecimento pode criar problemas, não é através da ignorância que podemos solucioná-los.


Ser adulto não é fácil, implica em enfrentar muitas dores. Crescer dói. Maturidade só vem quando paramos de fugir da vida e passamos a tratá-la com o devido cuidado, respeitando seus inúmeros mistérios.

É preciso admitir que não temos muitas respostas, que não sabemos de muitas coisas, que não entendemos um tanto de outras, que as pessoas são diferentes, que muitas coisas podem simplesmente não fazer ou ter o menor sentido. E sim, assumir nossas culpas, problemas, limitações, nossa própria finitude.


No mundo cor-de-rosa, as flores são de plástico.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Ano novo, um novo paradigma


Final de ano é uma época interessante onde somos induzidos a uma série de comportamentos. Entretanto quero destacar apenas alguns deles. O primeiro é o consumismo brutal. É como se eu fosse um verdadeiro fracassado se não adquirir o produto do comercial.


Outro comportamento é o reflexivo. Muitas pessoas analisam o ano que se foi e traçam metas para o novo ano que começa. É bonito, porém pouco eficaz. Quantas dessas listas são de fato realizadas ao longo do ano?

O último comportamento que gostaria de destacar é, na minha concepção, o mais sem sentido de todos eles. Refiro-me a grande solidariedade que invade o universo neste período.

Desejar a paz não basta, é preciso fazê-la acontecer! Pra se ter esperança é necessário ser esperança!

Sucesso??? Quem disse que sucesso tem a ver somente com realizações pessoais? Sem falar de prosperidade... Desde quando prosperidade esta restrita a bens materiais?


E outra, pra que esse discurso bonito e pomposo, se no decorrer do ano vamos tentar destruir sem pudor nem piedade todo aquele que se opor aos nossos interesses pessoais?


Me assusta o fato de que muita gente prefere a ilusão. Nos escondemos por detrás de nosso misticismo supersticioso e muitas vezes religioso, afim de garantir um novo ano abençoado e cheio de realizações.


Por que não somos sinceros conosco mesmo? Não compete a Deus, Iemanjá, Maomé, Buda, ou qualquer outra suposta divindade, cumprir a parte que cabe a humanidade.


Proponho um “novo” paradigma para o ano novo: ao invés de ficarmos desejando paz, prosperidade, sucesso, felicidade, esperança... Por que não promovemos tudo isso?


Que tal desmistificar as coisas e tentar materializar um pouco dessa utopia de um mundo melhor que tanto queremos?


Fica a sugestão.

Abraços.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Normalmente incomum


Esses dias me senti comum, e isso me frustou muito. Não quero ser comum, quero ser normal.

Comum é como as coisas são ou estão, normal é como deveriam ser ou estar.

Ser comum é ser massa, é ser todos e ao mesmo tempo ninguém, é estar, mas não pertencer, é participar sem se envolver. Ser comum é ser levado pela correnteza, é ser todo mundo menos você mesmo.

A partir do momento que minha presença em algum ambiente não faz a menor diferença, é porque me tornei comum.

O que a minha vida tem a dizer? O quanto você encontra de Jesus em mim?

Normal é andar contra a maré, normal é viver por fé, normal é não relativizar os padrões e tampouco a Verdade. Normal é ser incomum!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Redenção Tribal


Para o sonho se realizar, é necessario estar acordado.

Depois de alguns anos de trabalho, lagrimas, risadas, som alto na orelha... começa a se concretizar um dos grandes sonhos da minha vida.
Você é meu convidado de honra para curtir o novo material da minha banda disponível no Myspace. Criticas e elogios são bem vindos!

Segue o link:

www.myspace.com/redencaotribal

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Um Chamado

Essa música eu ouvi por acaso um dia que estava fuçando no youtube. Achei muito edificante e gostaria de compartilha-la com vocês.

Muitas vezes somos tentados a desistir do chamado, da nossa vocação. Se você estiver passando por um momento assim, preste atenção na letra. E se não estiver, preste atenção da mesma forma pois um dia irá passar por isso.

Ps: Não sou da turma da "auto-ajuda gospel"

sábado, 31 de julho de 2010

O próximo que me aproxima

Ser cristão é ser parecido com Jesus, certo? Bem, pelo menos na teoria deveria ser. Mas o que é ser parecido com Jesus? O que é refletir Sua imagem? Como vou me parecer com alguém que nunca vi e que nunca tive contato (fisicamente falando)? Afinal, quem é Cristo?

Na minha opinião, aí esta a grande beleza desafiadora do cristianismo: o fato de que é impossível ver a Cristo senão pelo outro.
Através do meu próximo vejo melhor quem sou, e não "somente" isso, mas vejo melhor quem Deus é!

Uma ótima ilustração sobre esse tema encontra-se no livro "Ensaio sobre a Cegueira" do falecido gênio da literatura, José Saramago.
Numa parte do livro, a única personagem que enxerga em meio a um mundo completamente imerso na cegueira branca, percebe que cada vez menos ela saberá sua própria identidade. Afinal de contas, para enxergar melhor a si mesma, precisa do olhar do outro.
Esse livro é fantástico, se quiser saber mais... leia!!! Recomendo.

Voltando as perguntas iniciais... Como ser igual a Jesus? Ou quem é Jesus?
Perceba que são perguntas aparentemente complexas. Mas penso que na verdade queremos que elas sejam complexas para amenizar a nossa obrigação. Vou explicar:
Se eu entender que Cristo esta manifesto no meu próximo, e que através do meu próximo posso me conhecer melhor, tenho a obrigação de ser menos individualista. Sou obrigado a sair do meu mundo, olhar para os lados, me expor.
Não é muito mais fácil dizer que a pergunta é muito complexa para ser respondida?
Complicar as coisas é uma ótima maneira de deixá-las restritas ao campo das idéias. É como se disséssemos: “se é difícil não tenho a obrigação de praticar”.

Como diz Paulo Brabo em seu livro “Bacia das Almas”, usamos a teologia para assegurar que nos manteremos afastados o suficiente de Jesus, afim de não nos prejudicarmos. A teologia nos mantém a uma distancia segura de Cristo.
O triste é saber que isso é verdade.

O desafio é jogar fora todos os nossos escudos, por mais “apostólicos e proféticos” que sejam.

Será que Jesus está nos nossos encontros, retiros, congressos, conferencias, células, reuniões, cultos, pequenos grupos, discipulados, e afins?
Nós cumprimos a agenda do Reino ou o Reino que têm que cumprir nossa agenda?
Fazemos o que fazemos pelas pessoas ou porquê todos fazem? As programações servem as pessoas ou as pessoas servem as programações?
E a pergunta que não quer calar: Nossas atividades eclesiásticas nos tornaram mais semelhantes a Cristo?

O ativismo religioso nos aproxima ou nos afasta de Deus?

É frustrante, né? Fazemos tanto, e estamos tão longe...

Mas não há motivos para desespero. Deus é extremamente acessível.
Dúvida?
Converse com um menino de rua, com um idoso abandonado, um mendigo, com uma prostituta, um travesti, com um viciado, um aidético...

Para conhecer a Jesus e ser como ele, é simples... ande por aí...
As coisas loucas confundem as sábias...

E ae, vamos dar uma volta?



sexta-feira, 9 de julho de 2010

Tia Creusa


Quinta-feira, 08 de julho de 2010, 10:15 da manhã, minha querida tia Creusa foi se encontrar com Jesus. Não era simplesmente uma tia, era uma tia – mãe. Desde que me conheço como gente, ela já era parte do lar.

Se me pedissem para descrevê-la utilizando apenas uma qualidade, sem duvida seria amorosa. Tia Creusinha era muito querida, muito carinhosa. Tinha um jeitinho todo especial de lidar com as pessoas.

Em uma época de rápidos avanços tecnológicos, ela escrevia cartas. Algumas pessoas receberam por 30 anos cartinhas de feliz aniversario e feliz natal. Tia Creusinha era simples, daquelas que saem com guarda-chuva (ou como ela dizia, “sombrinha”) aberto em dias quentes, para se proteger do sol.

Era aposentada, mas ainda assim trabalhava, e com seu dinheirinho me ajudava a pagar a faculdade e ajuda mais um monte de gente.

Todo dia quando eu levantava para ir à faculdade, o café já estava preparado, a mesa posta, o suco de laranja estava feito, tudo arrumadinho. E la estava ela... sentada fazendo seu devocional. Todos os dias ela lia a Bíblia, acompanhada de seu livro de devocionais e do caderno de anotações. Sou testemunha disso!

Queridinho, doçura, doçurinha... era assim que ela nos chamava. Todos os dias ela me pedia um beijo e um abraço antes de eu sair, mas arisco como sou, sempre me esquivava. Então quando chegava no meu aniversario ela aproveitava pra me abraçar e compensar isso.

To com saudades da minha tia, saudades de ouvir seus passos vagarosos andando pela casa, saudades do chá mate com limão maravilhoso que ela fazia. To com saudades de chegar em casa e vê-la assistindo o jornal, esperando ansiosamente a previsão do tempo (não sei porquê, mas ela adorava ver a previsão do tempo, pra ela era o ápice do noticiário).

Sei que é egoísmo da minha parte, mas seria tão bom acordar amanhã e ver que tudo não passou de sonho... Mas isso não vai acontecer.

Hoje, sexta-feira, 09 de julho de 2010, as 9:00 da manhã, vi o corpo da minha tia pela última vez.

Minha tia se foi, mas sua vida me inspira! Ela não se preocupou em ser “pop”, ela buscou ser como Jesus - na simplicidade, na ternura, no amor. Sempre buscou primeiro o Reino.

Só tenho que agradecer a Deus pelo privilégio de ter tido a tia Creusinha como minha tia. Que honra!!! Tenho orgulho dela! Obrigado Senhor pelo presentão maravilhoso que ela foi para nós.

Apesar da profunda dor, cada lágrima que cai do meu rosto Te adora! Quero Te louvar até com meu choro porque Você é digno!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Crônica de um dia sem fim...

Minha vida virou de cabeça pra baixo, minha cabeça virou junto. E agora?

Não sei o que sinto, não sei o que devo sentir... O que é sentir???

A vida nunca mais será a mesma, tenho certeza. Literalmente acordei vivendo de uma forma, e vou dormir com uma vida completamente diferente. Um minuto, um momento, pra se construir ou destruir... neste caso, parece que tudo foi por água abaixo.

Água, por favor leva embora a dor, a angustia... Água, limpa o corpo da doença que mata quem eu amo. Água da Vida, de a Vida, por favor te imploro!!!

Ser mortal não significa apenas que um dia vamos morrer, mas significa que somos limitados, que temos fim. Se temos fim, estamos acabando. Se estamos acabando, estamos nos esgotando... é vida que se vai aos poucos, é morte lenta, é dor. Isso é vida. Ou seja, vida é morte, morte vagarosa. Pode-se dizer então que morte é vida rápida? Não sei, talvez... Morte e vida, tão distintas, tão iguais. Ambas letais. Quem tem vida, morre. Quem morre, morre.

O que é o pó da terra? O que é a neblina? É o que somos. Tudo que somos mostra o nada que somos. Marinheiros de primeira e última viagem. Uma viagem injusta, afinal quando aprendemos a navegar, já acabou. E não tem como repetir, é isso e pronto!

Quem disse?
Ele disse! Quem é ele? Ele é o Pai! Que pai? O Abba! Quem é Abba? Abba é a personificação do amor perfeito. Ah, isso é só um conceito. Aí que você se engana. Por que? Diga-me: que conceito sofre a tua dor? Qual conceito te ama desesperadamente? Que conceito morreria numa cruz em teu favor? É... não sei... acho que nenhum. Pois é, Abba é pessoa, Abba é Paizinho, é Amor Perfeito que sofre, Abba é o Paizinho que sofre por amar perfeitamente humanos imperfeitos. Vem cá, se esse paizinho é tão bom assim, onde esta ele agora??? Cade o amor perfeito? Que amor perfeito é esse que deixa acontecer coisas ruins com pessoas boas? Isso é amar? Isso é amor perfeito? Calma, eu vou te dizer onde Ele esta, sem problemas. O Paizinho esta la deitado com minha tia, sofrendo as consequências do AVC junto com ela. Papai esta naquela sala de emergência enxugando cada lagrima que cai dos seus olhos. Papai esta segurando nas mãos da minha tia enquanto eu apenas consigo chorar. Papai cuida muito melhor do qualquer um de nós porque ao contrario do que somos, Ele é perfeito! O bom pai não é o super protetor, o bom pai é o que esta presente em qualquer circunstancia. É aquele que não deixa duvidas do amor que sente pelo filho(a), por mais difícil que as coisas pareçam estar. Sim, isso é Amor Perfeito. Amor Perfeito não muda com circunstancia. Ele é Perfeito e pronto! É sempre Perfeito! E aí Voz do meu EU, mais alguma duvida quanto ao caráter de Deus?
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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Coração que raciocina, cerebro que se emociona

Deus nos fez completos, seres humanos integrais.
Espírito sem corpo é fantasma e corpo sem espírito é defunto, portanto somos corpo, alma e espírito. INTEGRAIS!

O mesmo Deus que nos deu coração (sentimentos), deu-nos também cerebro (razão). Se somos feitos a imagem e semelhança Dele, podemos concluir que Ele também possue razão e sentimentos.

Se recebemos do Pai um cerebro e um coração, ao não utilizarmos um dos dois, estamos sendo negligentes, e vivendo de forma incompleta.

Pergunto: Se a fé é superior a razão, então por que Jesus gastava tanto tempo debatendo com mestres da Lei e farizeus?

Se crer é mais importante do que pensar então por que somos exortados biblicamente a analisar tudo e reter apenas o que é bom?
Se a fé é mais "santa" do que a razão, então por que a Bíblia considera o coração enganoso e não o cerebro?

Quero deixar bem claro aos desavisados que não estou aqui "pregando" uma coisa em detrimento da outra! Pelo contrario, basta ler acima a proposta deste blog: celebrar o casamento entre razão e fé.

O desafio é equilibrar as coisas exatamente como o Mestre fez.



Crer sem pensar é andar as cegas, pensar sem crer é completa ausencia de esperança. Fé sem razão é misticismo híbrido, razão sem fé é insanidade.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

rePUTAção


rePUTAção é quando me preocupo mais em parecer ao invés de ser.
É a prostituição do carater e da identidade objetivando a aceitação por determinado grupo.

domingo, 25 de abril de 2010

Simplesmente cristão

Atualmente tenho aprendido uma grande velha-nova lição: a vida cristã acontece.

Talvez isso soe obvio demais, mas realmente é obvio. Então por que ainda me esforço pra ser um "bom cristão"?

Quando uma coisa é muito simples e não a colocamos em pratica, criamos inumeras teorias, "teologias", e etc, afim de tornar tudo complexo demais para ser vivido. Com isso nos isentamos da responsabilidade de ser um discipulo genuino de Jesus. Em outras palavras, mantemos uma distancia que assegure que Cristo não atrapalhará nossa caminhada.

O fato é que se olharmos Jesus, notaremos com facilidade a maneira simples com que ele vivia o cristianismo. Jesus não se esforçava para ser um bom cristão, ele simplesmente era o que era. Ressaltando que não me refiro a Jesus-Deus, mas sim o Jesus humano, como qualquer um de nós.

As ações de Jesus não eram baseadas nas necessidades, mas sim no que o Pai estava fazendo. Seu relacionamento com Deus O movia. Dessa forma Cristo vivia, e por onde passava procurava fazer a vontade de Deus.

O dia que entendermos que nossa vida cristã é mera consequencia da amizade que temos com o Pai, nos preocuparíamos mais em andar com Deus ao invés de cumprirmos determinada agenda institucional.

A promessa bíblica é que apesar das dificuldades nosso fardo é leve. A questão é: Por que a maioria dos cristãos (me incluo nisso), andam tão cansados, desanimados e frustrados em seu relacionamento com Deus? No mínimo isso indica que algo precisa mudar.


Que tal deixar as coisas acontecerem mais naturalmente? Simplesmente andar com o Pai e deixa-Lo nos conduzir em tudo?

sábado, 17 de abril de 2010

MINHA ETERNA ORAÇÃO DE HOJE


Senhor, se eu não encontrar todas as respostas que desesperadamente procuro, então por misericórdia, que o Teu inexplicavel e infinito amor dissolva todas as perguntas.

Obrigado pela paciencia de sempre.


Teu filho que te ama,

Josué